sábado, 10 de julho de 2010

"Veja a Copa pela TV!"



A mídia e o esporte estão intimamente ligados no nosso cotidiano. Seja para assistir um jogo de futebol ou para conhecer alguma prática nova, utilizamos a meios como a tv, uma revista ou jornais. Entretanto, sabe-se que a mídia influencia muito todos nós, e quase sempre não é coisa boa, mas será que, em se tratando de esportes, ela nos trás algo positivo?

Sabe-se que a mídia faz a moda, e existem esportes que estão ou não na moda. Geralmente, quando algum profissional é premiado, seu esporte torna-se moda. Isso é bom ou é ruim? Estamos muito acostumados a criticar, todos concordam que a televisão pode esculpir, principalmente os jovens, à sua maneira - que nem sempre é boa -, mas é difícil pensar que pode haver influências boas vindas deste meio.

Seja por influência ou não, praticar esportes é algo bom, tanto para quem o pratica quanto para quem pode lucrar com isto. Capitalismo é assim, tudo é utilizado para gerar lucro, inclusive o esporte. Há lucro no ato de assisti-los e praticá-los e cabe a cada um decidir se quer ou não fazer parte deste sistema. O fato de sermos utilizados por estes meios é subjetivo, já que somos, acima de tudo, independentes.

Na minha opinião, para evitarmos sermos apenas USADOS por este sistema, devemos praticar o esporte apenas por gostá-lo, não por estar em evidência. Não devemos praticar o esporte passivo, sem interesse pela prática ou pela nossa saúde. O importante é sempre praticá-lo por nós, e não pelos outros.

Portanto, a mídia não deve ser vista apenas como vilã. Se usada da maneira certa por nós, existe a possibilidade de trazer muitos benefícios para nós e nossa sociedade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

"We're all african"

A copa do mundo já está aí, desde 11 de junho, e estará em nosso cotidiano até dia 11 de julho. Que é emocionante não é novidade. A novidade é o local onde está sendo realizada: no continente africano, na África do Sul. Esta é a primeira copa realizada no continente e uma das mais especiais no mundo todo. Porque? Pela história do país. Pelo fato de que ele é o berço da humanidade. Pela alegria de um povo que tem pouco a comemorar, mas que mostra como ser um grande anfitrião. Pela união e pela superação.

POSIÇÃO GEOGRÁFICA

A África do Sul, oficialmente República da África do Sul, é um país situado no extremo sul da África, com 2.798 quilômetros de litoral sobre os oceanos Atlântico e Índico. O país divide suas fronteiras com a Namíbia, Botsuana e Zimbábue ao norte; Moçambique e Suazilândia a leste; e com o Lesoto, um enclave totalmente rodeado pelo território sul-africano




UM POUQUINHO DA HISTÓRIA
A África do Sul é um país marcado pela história, pela diversidade de seus povos e pela sua natureza. Desde sempre seres humanos vivem no país e, de certa maneira, podemos considerá-lo o país mais velho do mundo, mesmo tendo sua indepêndencia apenas em 1961 (há 49 anos, portanto).
A história do país em si começa com as grandes navegações, em 1488, quando Bartolomeu Dias aportou na Ilha Robben, perto da atual Cidade do Cabo, na sua abortada viagem para a Índia.

Como a maioria dos outros países africanos, a África do Sul foi brutalmente colonizada pelos europeus. O que destaca o país no cenário nacional é um triste capítulo marcado em sua história: o aparthaid, regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional no qual os direitos da grande maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

O apartheid trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como um longo embargo comercial contra a África do Sul. Uma série de revoltas populares e protestos causaram o banimento da oposição e a detenção de líderes anti-apartheid. Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais respondiam com o aumento da repressão e da violência.

Albert Lutuli e Nelson Mandela merecem destaque especial nesta parte da história: lutaram bravamente contra o preconceito institucionalizado e sofreram até as últimas consequências pela sua causa, sendo que este último, como é de conhecimento geral, permaneceu preso por mais de 30 anos antes de, finalmente, tornar-se presidente do país pelo qual lutou para formar.


POLÍTICA

Hoje a África do Sul tem três capitais: Cidade do Cabo, a maior das três, é a capital legislativa; Pretória é a capital administrativa e Bloemfontein é a capital judiciária. África do Sul tem um parlamento bicameral: o Conselho Nacional de Províncias (câmara alta), tem 90 membros, enquanto a Assembleia Nacional (câmara baixa) tem 400 membros. O presidente atual do país que sedia esta Copa do Mundo é Jacob Gedleyihlekisa Zuma (desde 9 de maio de 2009 até a mesma data de 2013), sucessor de quatro outros presidentes negros que lutavam pelos mesmos direitos no apartheid.

ECONOMIA

Pela classificação da ONU a África do Sul é um país de renda média, com uma oferta abundante de recursos, com bem desenvolvidos setores financeiro, jurídico, de comunicações, energia e transportes, uma bolsa de valores que está entre as vinte melhores do mundo, e uma moderna infra-estrutura de apoio a uma distribuição eficiente das mercadorias a grandes centros urbanos em toda a região. A África do Sul ocupa 25ª posição no mundo em termos de PIB (PPC), de acordo com dados de 2008. A distribuição de renda é aproximadamente igual a do Brasil, e a sede desta Copa do Mundo possui alta taxa de desemprego e pobreza, também semelhante ao nosso.

As cidades sul-africanas Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni são apontadas como as mais desiguais do mundo, segundo relatório da ONU divulgado em 2010 e apesar disto o país possui a economia mais forte do continente Africano.

A moeda corrente é o rand.

CULTURA
Assim como ocorreu com o Brasil, a colonização da África do Sul fez com que o país não tenha uma cultura em si, e sim uma grande mistura de culturas provenientes dos diversos povos que o formaram. O povo africano é conhecido como a "geração arco-íris", por ser composto pelos sucessores daqueles que lutaram pela igualdade entre as diversas etnias do local.

Com 11 línguas oficiais, é difícil traçar um perfil cultural sul-africano, e, apesar da grande convivência com a diferença entre os indivíduos, é possível ainda perceber-se traços do apartheid no pensamento de muitos que lá vivem. Ainda pode ser possível ouvir pelas ruas da África do Sul cidadãos do país declarando-se desta ou daquela etnia, ingleses ou holandeses, ou ainda declarando o ódio pelos outros grupos. Entretanto, também ouve-se muito aqueles que já se declaram filhos da geração arco-íris e que sentem orgulho disso. É a prova de que este país, considerado pobre pelo mundo, deu um passo que muitos outros não deram em direção à igualdade entre os seres humanos.

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“Porque nunca seu povo foi tão real, sua nação foi tão palpável. Faltou todo o sentimento de milênios carregado pelo mutilado, esquecido e feliz povo africano. Faltou a carga de emoção real, faltou a aura de alegria verdadeira – e única- de um povo que até chega dar a impressão que deixa de lado qualquer sentimento de injustiça, para saudar o mundo que o renegou e agora vem até eles.A Copa, pela fala de um prêmio Nobel, Desmond Tutu, de uma história irretocável, que fala em perdão sem esquecimento (entender realmente isso, chega a ser surreal), que fala em “we’re all africans” (e somos mesmo!), que foi calado durante décadas, que lutou não por um país SÓ negro, mas um país de todo seu povo, já valeu! Seu discurso – que mais pareceu uma ode à alegria – quebrou todos os preconceitos que vinha lendo numa das redes sociais mais acessadas do mundo. “Emocionou quem questionava a qualidade musical de um povo que não busca mostrar ao mundo tecnologia, imponência, riqueza, pieguices, mas apenas a sua cultura, a sua maneira, sublime, de viver mesmo ao lado de uma infinidade de mazelas.”

Tiago Souza procura, neste trecho, mostrar como é possível um povo perdoar todo o sofrimento causado nele e ainda sim não o esquecer. O povo sul africano apareceu de repente no cenário mundial para provar que no seu continente existe muito mais que pobreza e safáris. Nesta Copa do Mundo, a África do Sul prova que tem um povo generoso e de coração aberto, pronto para mostrar para o mundo tudo o que poderia lhes ter sido retirado após todos os anos de tortura, mas que apenas se fortaleceu: alegria, orgulho, igualdade, respeito pelo próximo. Um povo que poderia se utilizar da história para cultivar o ódio pelas outras nações preferiu abrir seus braços e acolher tantas outras nações nesse mês e, quem sabe, pelo resto do tempo.

Neste texto pode-se notar como a Copa do Mundo da África quebrou os preconceitos do resto do mundo e nos mostrou um país novo, preocupado naão apenas com sua economia e tecnologia, mas, antes de tudo, com sua cultura e seu povo.

E A COPA AQUI NO BRASIL?

O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo começando da mesma maneira que a África do Sul: cheio de descrença. O próprio brasileiro ainda não crê na capacidade de sua nação abrigar todas as outras durante um mês inteiro. É difícil mesmo acreditar. Mas acreditar é o início do precesso. Quantos acreditaram no país sul africano antes do dia 11 de junho? Só poderemos dizer que a Copa aqui será um sucesso no seu primeiro dia, em 2014.

O que falta ao povo brasileiro é a crença em si mesmo. Vemos o povo africano dando exemplo neste ano e esquecemos que temos uma história muito semelhante à deles. Esquecemos que somos um país assim, lotado de diferentes culturas e não uma só. Também somos uma nação arco íris. O país tem a capacidade de suportar o evento!

Minhas perspectivas para 2014 TEM que ser boas. Acredito que, com uma boa organização, o país terá plena capacidade de se estruturar até lá e permanecer assim depois (afinal, todos sabemos que sempre há um pós-copa. O que faremos com os estádios depois?). Claro que há sempre a desconfiança de que a corrupção estrague o sonho da copa. Mas quando não há esta descrença? Novamente o ppovo se esquece que, se há corrupção aqui, há em todo o mundo. E digo mais: somos sortudos em poder notá-la, já que em muitos lugares acontecem casos piores e o povo não tem conhecimento.

O Brasil é um país de pessoas criativas, bonitas, alegres e que, quando deixam de ser "cabeças-duras", tem o maior orgulho de ser brasileiros! Portanto, após todos os processos brutocráticos demorados, as construções de estádios conturbadas e os milhares de descrentes, tenho certeza de que em 2014 cento e noventa milhões de pessoas terão ainda mais orgulho de serem brasileiras.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Os benefícios da atividade física



1 e 3.Estar em forma todo mundo quer. Ser bonito também. Ser saudável então... Mas não basta mudar a alimentação para que isso aconteça. E nem sonhe que um dia isso irá acontecer magicamente. O que precisamos é de exercícios físicos, tanto para perder, quanto para ganhar massa.
Mas isso todo mundo sabe. Porém, o que fazer nesta época tão corrida com os dias de hoje? Profissionais precisam estar sempre trabalhando para não ficarem para trás, estudantes como eu precisam cada vez mais se capacitar para o futuro mercado de trabalho. Ninguém está livre desta pressão, da perda de tempo, da correria. Então, o que devemos fazer para praticar os exercícios físicos necessários?
É simples: as academias nos dias de hoje estão por toda a parte, e certamente há uma próxima de sua casa. Não tem dinheiro? Tudo bem, estão sendo implatados por todo o país aparelhos de ginástica gratuitos nas praças. Não gosta deste tipo de atividade? Tranquilo, você pode substituir tudo isso por uma caminhada de poucos minutos seis vezes por semana ou uma corrida três vezes por semana. Agora, o maior problema: você não tem tempo. O que fazer?
Realmente a falta de tempo pode prejudicar sua saúde. Podemos ficar estressados, cansados e até mesmo doentes por causa disso. Então, como evitar? Praticar exercícios físicos libera endorfinas no nosso cérebro, nos deixando mais felizes! E com exercícios, não estou apenas falando daqueles praticados em academia, e sim naqueles que podemos praticar durante o dia inteiro, sem perceber: subir de escada, até os andares menores ao invés de elevador, passear com o cachorro no horário de folga, ir de ônibus para o trabalho, andando até o ponto, ir de bicicleta se o local for perto ou até mesmo a pé, quando for subir as escadas de casa, force um pouco o ritmo, varra a casa, passe pano no chão, lave o cachorro, mude os móveis de lugar. Enfim, não tenha preguiça de fazer aquilo que requer mais energia! Você com certeza se sentirá mais feliz e satisfeito.

2. Dentre as modalidades físicas apresentadas no texto, eu escolheria praticar o Ioga que, além de ajudar a tonificar a musculatura e melhorar a flexibilidade do aluno, aumenta a concentração e melhora a postura do praticante. É comprovado que o Ioga combate as dores crônicas e diminui o consumo de analgésicos de quem sofre com isto, além de ser amplamente utilizado como complemento de tratamentos médiocos.

No Ioga, as posturas praticadas alinham as vértebras, fortalecem os músculos do tronco, braços e pernas e desenvolvem o equilíbrio. A concentração também aumenta pois se aprende a olhar o mundo em volta de maneira mais atenta e inconsciente, fazendo com que a mente fique mais alerta. Desse modo, o ioga não é apenas a opção de quem quer perder peso, e sim de quem busca relaxar e encontrar o equilíbrio em sua rotina.

A vida, a moda e a juventude-parte 4



A marca coca-cola certamente é a mais conhecida e vendida por todo o mundo. Sua maior (e ouso dizer única) concorrente é a Pepsi. A Coca-Cola Company produz diversos tipos de produtos, cujos mais conhecidos são os refrigerantes, mas a marca de roupa também vem conquistando o mercado brasileiro. O refrigerante, originalmente desenvolvido a partir de um tônico, chegou a ser vendido como remédio nos Estados Unidos.

A marca conquistou o mundo de forma curiosa: na Segunda Guerra Mundial soldados americanos enviaram uma carta à empresa pedindo-lhes que lhe fornecessem a bebida. Motivada pelas cartas, a Coca-Cola resolveu arcar com os custos e enviar pequenas fábricas móveis de refrigerante ao front de batalha. A tentativa deu certo: como a marca tinha ligação com os Estados Unidos, a bebida adiquiriu fama entre seus aliados e soldados americanos passaram a fzer propaganda do produto. Até hoje, a marca tem um papel de símbolo patriótico para os norte-americanos.

Existem diversas controvérsias sobre os danos que o produto pode ter ao nosso organismo. Porém, nada foi comprovado, e nutricionistas afirmam que só há prejuízo se o refrigerante for tomado em grande excesso. Fora estes boatos, a maior contorvérsia que existe em relação à marca é a ligada à Dolly, cujo presidente foi ameaçado por um ex-funcionário da Coca ainda ligado à empresa pois não queria vendê-la à companhia. Tudo foi filmado e não existem provas do contrário. Contudo, curiosamente, além de uma pequena chamada da Rede Record e Rede TV!, onde a marca Dolly é patrocinadora, o caso não foi noticiado, apesar de polêmico.

O Marketing



A característica mais marcante da Coca-Cola Company é sua inteligência nas jogadas de marketing. Seus slogans são mundialmente conhecidos e houve até mesmo um criado pelo poeta Fernando Pessoa.
Os anúncios da marca são sempre muito influentes e penetrantes, chegando a ser onipresentes em certos lugares do mundo, como ao sul da América do Norte, em especial Atlanta, onde a marca foi criada. Nas olimpíadas, inclusive, a propaganda gratuita da marca era inevitável, mesmo que esta não patrocinasse os jogos.

A jogada mais inteligente da marca certamente é ligada ao natal: é frequentemente creditada a bebida a imagem do Papai Noel moderno, mesmo sabendo-se que este tem origem de muito antes da criação da companhia, mas apesar disso as cores vermelho e branco realmente servem como propaganda para a marca. Coca-Cola, em vários lugares, é a marca do Natal.

Quem não lembra do slogam "O lado Coca-Cola da vida" ou não se diverte ao embalo de "Essa é a real", slogan de 2003 da companhia no Brasil? Ou então quem não lembra dos ursos polares que marcam o Natal da empresa? E mais recentemente: quem não adora a música-tema da Copa do Mundo da África do Sul, criada pela companhia?
É por essas e outras que a Coca-Cola Company é lider em vendas e em marketing POR TODO O MUNDO.

A mídia, a moda e a juventude - partes 1,2 e 3

Questões para serem refletidas e respondidas.

1. O período da adolescência é caracterizado pela formação do caráter e do indivíduo. É uma fase delicada, em que nossas vidas são cercadas por inseguranças e escolhas por muitas vezes difíceis a se fazer. Na busca por nossa identidade, não é incomum que sejamos influenciados pelo meio a nossa volta, afinal somos seres sociais, e, como tais, interagimos.

Em um mundo onde televisão e internet fazem parte obrigatória da vida tanto social, profissional e acadêmica de uma pessoa, é improvável que a mídia não alcance-nos. Esta nos oferece variadas opções em campos como o da moda, do comportamento e da ética. Desse modo, na busca por encaixar-se na sociedade, o jovem acaba por aderir à padroes comportamentais e estéticos e, assim, não é 'excluído' do restante.
Afirmar que esta busca incessante é culpa apenas da mídia parece drástico demais. De certa maneira, é natural para o ser humano, em especial jovens à procra de uma identidade, buscar padrões para sua sociedade, de forma a sentir-se mais seguro e acomodado. A mídia, então, passa a ser uma ferramenta nesta procura, tornando a busca pela perfeição cada vez mais incessante, nos apresentando mulheres perfeitas, com vidas perfeitas, e nos induzindo a desejar o mesmo, pois supomos que, ao alcançar este objetivo, finalmente seremos felizes.
Portanto, como adolescente, posso concluir que sim, somos certamente influenciados pela mídia, que mexe com a nossa cabeça e nosso corpo. Mas é necessário reconhecer que existem muitos outros fatores de influência à nossa volta, e que cabe a cada um determinar o quanto de si mesmo será lapidado por eles.


2.“(...) Estou, estou na moda.
É doce estar na moda,
ainda que a moda seja negar minha identidade,
trocá-la por mil,
açambarcando todas as marcas registradas,
todos os logotipos do mercado.
Onde terei jogado fora meu gosto
e capacidade de escolher,
minhas idiossincrasias tão pessoais?
Por me ostentar assim,
tão orgulhoso de ser não eu,
mas artigo industrial,
peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o titulo de homem.
Eu sou a coisa, coisamente.”
Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade expressa exatamente o quanto a mídia influencia na identidade das pessoas. Estar na moda não significa estar feliz, e sim negar sua identidade em prol de padrões estéticos e comportamentais muito precisos, negar seu gosto pessoal pelo gosto da massa, pelo gosto imposto a nós. Segundo ele, na busca por esta perfeição material, nos transformamos em coisa, em meros robôs com gostos idênticos, 'artigos industriais", ou seja passamos a SER O QUE COMPRAMOS. Ainda me arrisco a completar: passamos a ser, através da mídia, pequenas ferramentas de propaganda para as marcas globais. Nos transformamos em outdoors ambulantes, meros instrumentos para as grandes indústrias.

3. Infelizmente, a realidade de Carlos Drummond de Andrade é comum à maioria da populaçãoque vive a globalização. Poucos entendem que,para ser feliz, não é necessário aderir a qualquer padrão. PODEMOS SER FELIZESDO JEITO QUE SOMOS! Não é preciso perder a identidade própria na busca pela perfeição. Ser igual, ter os mesmos comportamentos, nos faz regredir do patamar de animais racionais, nos tornamos uma espécie como qualquer outra, com os mesmos instintos e sem desejo próprio.

É difícil não ser influenciado pela mídia, mas podemos minimizar esse efeito de uma maneira muito simples: nos satisfazendo com o que somos, sendo felizes desse jeito, nos apegando à simplicidade, esquecendo um pouco do material. A felicidade não está apenas no nosso corpo, está também nas nossas mentes, no equilíbrio entre os dois. Além disso, a beleza não está apenas na televisão, mas nos olhos de quem vê. Quem nunca vê o mar pela primeira vez o define como perfeito, assim como quem vê as pirâmides ou o Himalaia, ou seja, o diferente também nos é belo! Quando passamos a ser iguais, não vemos mais a beleza singular de cada um. Afinal, o que nos faz humanos é a diferença!