POSIÇÃO GEOGRÁFICA

A África do Sul, oficialmente República da África do Sul, é um país situado no extremo sul da África, com 2.798 quilômetros de litoral sobre os oceanos Atlântico e Índico. O país divide suas fronteiras com a Namíbia, Botsuana e Zimbábue ao norte; Moçambique e Suazilândia a leste; e com o Lesoto, um enclave totalmente rodeado pelo território sul-africano
UM POUQUINHO DA HISTÓRIA

A África do Sul é um país marcado pela história, pela diversidade de seus povos e pela sua natureza. Desde sempre seres humanos vivem no país e, de certa maneira, podemos considerá-lo o país mais velho do mundo, mesmo tendo sua indepêndencia apenas em 1961 (há 49 anos, portanto).
A história do país em si começa com as grandes navegações, em 1488, quando Bartolomeu Dias aportou na Ilha Robben, perto da atual Cidade do Cabo, na sua abortada viagem para a Índia.
Como a maioria dos outros países africanos, a África do Sul foi brutalmente colonizada pelos europeus. O que destaca o país no cenário nacional é um triste capítulo marcado em sua história: o aparthaid, regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional no qual os direitos da grande maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

O apartheid trouxe violência e um significativo movimento de resistência interna, bem como um longo embargo comercial contra a África do Sul. Uma série de revoltas populares e protestos causaram o banimento da oposição e a detenção de líderes anti-apartheid. Conforme a desordem se espalhava e se tornava mais violenta, as organizações estatais respondiam com o aumento da repressão e da violência.
Albert Lutuli e Nelson Mandela merecem destaque especial nesta parte da história: lutaram bravamente contra o preconceito institucionalizado e sofreram até as últimas consequências pela sua causa, sendo que este último, como é de conhecimento geral, permaneceu preso por mais de 30 anos antes de, finalmente, tornar-se presidente do país pelo qual lutou para formar.

POLÍTICA
Hoje a África do Sul tem três capitais: Cidade do Cabo, a maior das três, é a capital legislativa; Pretória é a capital administrativa e Bloemfontein é a capital judiciária. África do Sul tem um parlamento bicameral: o Conselho Nacional de Províncias (câmara alta), tem 90 membros, enquanto a Assembleia Nacional (câmara baixa) tem 400 membros. O presidente atual do país que sedia esta Copa do Mundo é Jacob Gedleyihlekisa Zuma (desde 9 de maio de 2009 até a mesma data de 2013), sucessor de quatro outros presidentes negros que lutavam pelos mesmos direitos no apartheid.
ECONOMIA
Pela classificação da ONU a África do Sul é um país de renda média, com uma oferta abundante de recursos, com bem desenvolvidos setores financeiro, jurídico, de comunicações, energia e transportes, uma bolsa de valores que está entre as vinte melhores do mundo, e uma moderna infra-estrutura de apoio a uma distribuição eficiente das mercadorias a grandes centros urbanos em toda a região. A África do Sul ocupa 25ª posição no mundo em termos de PIB (PPC), de acordo com dados de 2008. A distribuição de renda é aproximadamente igual a do Brasil, e a sede desta Copa do Mundo possui alta taxa de desemprego e pobreza, também semelhante ao nosso.
As cidades sul-africanas Buffalo City, Johannesburgo e Ekurhuleni são apontadas como as mais desiguais do mundo, segundo relatório da ONU divulgado em 2010 e apesar disto o país possui a economia mais forte do continente Africano.
A moeda corrente é o rand.

CULTURA
Assim como ocorreu com o Brasil, a colonização da África do Sul fez com que o país não tenha uma cultura em si, e sim uma grande mistura de culturas provenientes dos diversos povos que o formaram. O povo africano é conhecido como a "geração arco-íris", por ser composto pelos sucessores daqueles que lutaram pela igualdade entre as diversas etnias do local.
Com 11 línguas oficiais, é difícil traçar um perfil cultural sul-africano, e, apesar da grande convivência com a diferença entre os indivíduos, é possível ainda perceber-se traços do apartheid no pensamento de muitos que lá vivem. Ainda pode ser possível ouvir pelas ruas da África do Sul cidadãos do país declarando-se desta ou daquela etnia, ingleses ou holandeses, ou ainda declarando o ódio pelos outros grupos. Entretanto, também ouve-se muito aqueles que já se declaram filhos da geração arco-íris e que sentem orgulho disso. É a prova de que este país, considerado pobre pelo mundo, deu um passo que muitos outros não deram em direção à igualdade entre os seres humanos.
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“Porque nunca seu povo foi tão real, sua nação foi tão palpável. Faltou todo o sentimento de milênios carregado pelo mutilado, esquecido e feliz povo africano. Faltou a carga de emoção real, faltou a aura de alegria verdadeira – e única- de um povo que até chega dar a impressão que deixa de lado qualquer sentimento de injustiça, para saudar o mundo que o renegou e agora vem até eles.A Copa, pela fala de um prêmio Nobel, Desmond Tutu, de uma história irretocável, que fala em perdão sem esquecimento (entender realmente isso, chega a ser surreal), que fala em “we’re all africans” (e somos mesmo!), que foi calado durante décadas, que lutou não por um país SÓ negro, mas um país de todo seu povo, já valeu! Seu discurso – que mais pareceu uma ode à alegria – quebrou todos os preconceitos que vinha lendo numa das redes sociais mais acessadas do mundo. “Emocionou quem questionava a qualidade musical de um povo que não busca mostrar ao mundo tecnologia, imponência, riqueza, pieguices, mas apenas a sua cultura, a sua maneira, sublime, de viver mesmo ao lado de uma infinidade de mazelas.”
Tiago Souza procura, neste trecho, mostrar como é possível um povo perdoar todo o sofrimento causado nele e ainda sim não o esquecer. O povo sul africano apareceu de repente no cenário mundial para provar que no seu continente existe muito mais que pobreza e safáris. Nesta Copa do Mundo, a África do Sul prova que tem um povo generoso e de coração aberto, pronto para mostrar para o mundo tudo o que poderia lhes ter sido retirado após todos os anos de tortura, mas que apenas se fortaleceu: alegria, orgulho, igualdade, respeito pelo próximo. Um povo que poderia se utilizar da história para cultivar o ódio pelas outras nações preferiu abrir seus braços e acolher tantas outras nações nesse mês e, quem sabe, pelo resto do tempo.
Neste texto pode-se notar como a Copa do Mundo da África quebrou os preconceitos do resto do mundo e nos mostrou um país novo, preocupado naão apenas com sua economia e tecnologia, mas, antes de tudo, com sua cultura e seu povo.
E A COPA AQUI NO BRASIL?

O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo começando da mesma maneira que a África do Sul: cheio de descrença. O próprio brasileiro ainda não crê na capacidade de sua nação abrigar todas as outras durante um mês inteiro. É difícil mesmo acreditar. Mas acreditar é o início do precesso. Quantos acreditaram no país sul africano antes do dia 11 de junho? Só poderemos dizer que a Copa aqui será um sucesso no seu primeiro dia, em 2014.
O que falta ao povo brasileiro é a crença em si mesmo. Vemos o povo africano dando exemplo neste ano e esquecemos que temos uma história muito semelhante à deles. Esquecemos que somos um país assim, lotado de diferentes culturas e não uma só. Também somos uma nação arco íris. O país tem a capacidade de suportar o evento!
Minhas perspectivas para 2014 TEM que ser boas. Acredito que, com uma boa organização, o país terá plena capacidade de se estruturar até lá e permanecer assim depois (afinal, todos sabemos que sempre há um pós-copa. O que faremos com os estádios depois?). Claro que há sempre a desconfiança de que a corrupção estrague o sonho da copa. Mas quando não há esta descrença? Novamente o ppovo se esquece que, se há corrupção aqui, há em todo o mundo. E digo mais: somos sortudos em poder notá-la, já que em muitos lugares acontecem casos piores e o povo não tem conhecimento.
O Brasil é um país de pessoas criativas, bonitas, alegres e que, quando deixam de ser "cabeças-duras", tem o maior orgulho de ser brasileiros! Portanto, após todos os processos brutocráticos demorados, as construções de estádios conturbadas e os milhares de descrentes, tenho certeza de que em 2014 cento e noventa milhões de pessoas terão ainda mais orgulho de serem brasileiras.